As expectativas para 2012

Fechando o ciclo de reportagens sobre as expectativas para 2012, vamos ver hoje o Setor da Indústria.
O desempenho do setor da Indústria oscilou bastante em 2011, mas cresceu pouco: 2,3% até setembro em relação ao mesmo período de 2010, de acordo com dados do IBGE.

O câmbio favorável à importação aumentou a concorrência, e isso teve efeitos diretos no ritmo lento do estoque das companhias e no desaquecimento da atividade industrial, segundo a Confederação Nacional das Indústrias (CNI).

A inflação é outra grande ameaça. “Ela não só tira renda das famílias como também infla os custos de produção”, afirma Juan Jensen, economista e sócio da consultoria de economia Tendências.

Tudo isso deixa os industriais pouco otimistas. Tanto que a expectativa dos empresários brasileiros para o primeiro semestre de 2012 foi a mais baixa desde 2009, aponta levantamento feito em novembro pela CNI.

Fique de olho: grandes redes e franquias estrangeiras estão de olho no Brasil, especialmente na área de alimentação. “A maior parte delas quer desenvolver fornecedores locais, o que pode favorecer pequenos industriais desse ramo”, afirma Ricardo Camargo, diretor-executivo da Associação Brasileira de Franchising.

Fonte: Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios

As expectativas para 2012

Dando continuidade sobre a matéria com as expectativas para 2012, vamos ver hoje o Setor de Comércio.
Até setembro do ano passado, esse setor acumulou aumento de 7% nas vendas e de 12% nas receitas nominais, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“As condições e expectativas são muito favoráveis ao varejo, pois há crescimento veloz do consumo. Essa expansão deve continuar vigorosa neste ano”, afirma Claudio Felisoni presidente do conselho do Programa de Administração de Varejo (Provar) da Fundação Instituto de Administração (FIA).

A alta da inflação também deve ser levada em conta. “Ela afeta mais o pequeno varejista do que o grande, porque ele é mais vulnerável à majoração dos preços e não pode repassá-la ao consumidor para não perder competitividade”, diz.

As lojas que mais cresceram durante o ano passado foram as de eletrodomésticos e eletroeletrônicos (10%) e as de materiais de construção (10%), segundo levantamento da Fecomercio-SP na região metropolitana de São Paulo.

O faturamento de farmácias e drogarias, por sua vez, regrediu 9% em 2011, aponta o mesmo levantamento; o de comércio automotivo e lojas de departamento cresceu apenas 1%.

Fique de olho: o aumento das vendas virtuais de roupas, sapatos, bolsas e outros acessórios femininos fez com que a categoria de moda entrasse, pela primeira vez, no ranking dos cinco produtos mais vendidos pela internet, segundo a consultoria e-bit. E a categoria tende a crescer à medida que as empresas começarem a explorar cidades no interior do país, segundo consultores.

Fonte: Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios

As expectativas para 2012

Consultores e especialistas mostram quais são as perspectivas para novos negócios nos três principais setores da economia e apontam um nicho promissor em cada um deles. Esta reportagem é um extra da matéria “100 ideias para montar o seu negócio”, publicada na edição impressa de Pequenas Empresas & Grandes Negócios (ed. 276 – janeiro/2012).

Setor de Serviços

Negócios nessa área estão em alta: o faturamento das empresas brasileiras cresceu 3,2% de janeiro a setembro de 2011, segundo o último levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Esse crescimento é impulsionado pelo aumento da renda média do brasileiro, especialmente o da classe C”, comenta Bruno Caetano, diretor-superintendente do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP).

Em São Paulo, os três segmentos de serviços que registram as maiores altas no número de novas empresas de micro e pequeno porte são os de apoio administrativo (6,7%), transporte terrestre (4,8%) e alimentação (3,3%), aponta o Sebrae-SP.

“Os gastos com alimentação fora de casa continuam aumentando. É um setor concorrido, mas com muitos negócios pequenos, isolados, e poucas redes estruturadas. Por isso há espaço para crescer”, avalia Marcelo Cherto, presidente da Cherto Consultoria.

Fique de olho: a popularização dos smartphones abre várias possibilidades de atuação – e de captar novos clientes. Especialmente com o uso da geolocalização, que oferece informações ao cliente de acordo com o lugar onde ele está. Assim, ele pode receber ofertas de compras coletivas que estejam a poucos metros, por exemplo.

Fonte: Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios

Clayton Christensen e sua teoria de Inovação Disruptiva (parte 3)

Você tem uma pizzaria que entrega em casa e um dia a empresa que lhe vende farinha de trigo propõe entregar a massa já pronta. O negócio parece bom, porque reduz o seu trabalho e você pode ficar com a parte realmente lucrativa. Acerta uns detalhes com ela e passa a receber a mistura.

Tempos depois o mesmo fornecedor, que agora também entrega tomates, pergunta se você não quer o molho já pronto, além da mussarela, previamente moída. Tudo parece ótimo, pois são tarefas com pouco valor agregado e você pode se focar no recheio e na venda – que é onde realmente está o dinheiro.

Mais alguns meses e você experimenta a massa pré-assada do mesmo fornecedor. Uma delícia! E ainda reduz o tempo de preparo da pizza à metade. Agora é só embalar e entregar.

Semanas depois seu número de clientes despenca. Seu ex-fornecedor, que já fazia quase tudo, agora faz tudo. É seu concorrente. Ele vende a sua pizza. E você quebrou.

No terceiro texto sobre a teoria da Inovação Disruptiva, de Clayton Christensen, entenderemos porque este movimento é mais comum do que imaginamos. E como eles ocorrem, não só em pizzarias de bairro, mas nas maiores empresas do mundo.

3. A disrupção na cadeia produtiva

O alerta de Christensen é para que você entenda que diferencial você tem em seu negócio para agregar valor a um bem ou serviço. Não se trata, obviamente, de negar a terceirização, já que ela é a melhor saída em várias situações. Desde que você não perca o controle daquilo que é a sua principal vantagem sobre seus concorrentes. Você deve ter muito cuidado ao terceirizar suas melhores receitas – por mais que os movimentos pareçam naturais.

Por outro lado, eu poderia ter contado a mesma história sob o ponto de vista do fabricante. Mostrar como ele fez o caminho inverso da comoditização: partindo da farinha de trigo e chegando a uma pizza. Ao trabalhar um pouco mais uma matéria-prima, na fase inicial da cadeia produtiva, você agrega valor a algo praticamente sem diferenciação. Assim surgem novos mercados – sejam B2B ou mesmo B2C.

É preciso enxergar – independentemente de que lado você se encontre – que a terceirização muitas vezes inicia as poderosas engrenagens da Inovação Disruptiva.

Fonte: Administradores.com.br – O portal da Administração - Por Rodolfo Araújo

Clayton Christensen e sua teoria de Inovação Disruptiva (parte 2)

Muitas pesquisas de marketing buscam entender o comportamento do consumidor, perguntando motivos e razões pelos quais ele usa este ou aquele produto. Taisinsights ajudam a aperfeiçoar características, melhorar a performance e aumentar os benefícios percebidos. Mas o produto continuará sendo o mesmo, assim como o cliente.

Independentemente do mercado em que você atue, sempre haverá mais pessoas que não consomem o seu produto (ou do seu concorrente) do que pessoas que efetivamente consomem. Muito mais. Absurdamente mais. Este é o tema do segundo texto sobre a teoria da Inovação Disruptiva, de Clayton Christensen, como apresentado em sua palestra na HSM Expo 2011.

2. Novas tecnologias devem focar o não-consumidor

Enquanto você fizer pesquisas somente com o seu público-alvo, jamais conhecerá quem está de fora, tampouco os motivos pelos quais elas não consomem o seu produto. Para Christensen, novas tecnologias devem focar exatamente este público: os não-consumidores.

Segundo ele, os principais motivos que deixam pessoas de fora de determinados segmentos são a complexidade do uso do produto tradicional e o seu alto preço.

Muitas vezes a complexidade do uso é um efeito colateral da própria tecnologia. Responda rápido: dos quarenta e dois botões do controle remoto da sua TV, quantos você efetivamente usa? Liga, desliga, aumenta ou diminui o volume e troca o canal. Todo o resto serve para quê, mesmo…?

Além de dificultar o uso do consumidor médio (lembre-se que nem todos têm a sua paciência para ler os manuais), as inovações incrementais frequentemente entregam benefícios dos quais você não precisa.

Antigamente as impressoras domésticas tinham capacidade para duas ou três páginas por minuto. Hoje cospem vinte ou trinta. Quem precisa disso em casa? Ou quem precisa de um automóvel com 250hp onde o limite de velocidade é 60 km/h? Este superatendimento da demanda obviamente cobra o seu preço.

Em todo mercado sempre haverá clientes dispostos a ter um produto com menos sofisticação, pagando um pouco menos. O Kindle Fire, o tablet da Amazon, tem bem menos funcionalidades do que o iPad, mas custa menos da metade do preço. Certamente há um mercado enorme que se interessa por isso. E, para quem ainda não reconheceu, este é o princípio por trás da Estratégia do Oceano Azul.

Fonte: Administradores.com.br – O portal da Administração - Por Rodolfo Araújo