E-commerce registra faturamento de R$ 8,4 bi no primeiro semestre

Segundo a E-bit, empresa voltada ao fornecimento de informações sobre o e-commerce nacional, mais de quatro milhões de usuários fizeram a primeira compra pela internet no primeiro semestre deste ano, sendo que, durante o período, foram realizados 25 milhões de pedidos em toda rede de e-commerce do País, gerando faturamento de R$ 8,4 bilhões. Até o final do ano, segundo a E-bit, o varejo eletrônico deve alcançar cifras próximas a R$18,7 bilhões, com mais 54 milhões de pedidos feitos.

Fonte: E-bit

Internauta brasileiro faz mais compras on-line do que média mundial

E-Commerce

A segunda edição da pesquisa “Neoconsumidor”, da consultoria GS&MD-Gouvêa de Souza, comprova uma tendência que já vem sendo indicada em várias frentes: a afinidade sem igual do brasileiro com a internet.

O sucesso de sites como Orkut, Facebook e Twitter, nos quais o país aparece entre os mais movimentados do mundo, mostram isso. O estudo da GS&MD, que foi feito com mais de 10 mil internautas em 15 países diferentes, pesquisou o segmento de compras on-line. A conclusão é que o Brasil é um dos países que mais utiliza a internet como meio de compras. Os números serão apresentados no Digitailing – Fórum Internacional de Varejo Digital, que acontece no dia 23 de agosto, em São Paulo.

No Brasil, 96% dos entrevistados afirmaram que já fizeram compras pela internet ou o fazem com regularidade. É um leve crescimento sobre 2009, quando foi feita a primeira edição da pesquisa: naquele ano, 92% dos entrevistados brasileiros informavam utilizar a rede para compras. O percentual coloca o Brasil acima da média mundial – nos 15 países pesquisados pela GS&MD, a média é de 88% e não cresceu desde 2009.

O fenômeno fica ainda mais acentuado quando considerado apenas o segmento de compras coletivas – no Brasil, a proporção de internautas que utilizam ou já utilizaram estes tipo de site é praticamente o dobro da média dos demais países. Segundo o estudo, 51% dos brasileiros já utilizaram a modalidade, contra 28% nas outras localidades. Além disso, apenas 1% dos brasileiros entrevistados informou nunca ter ouvido falar em compras coletivas, ante 18% da média geral.

“O Brasil tem uma abertura em incorporar canais digitais muito grande. Vide o que já aconteceu nos sites de redes sociais, e mesmo com os de compra coletiva”, diz Luiz Góes, sócio sênior da GS&MD.

Fechar explicações que justifiquem esse fenômeno é difícil, mas Góes arrisca algumas. “Somos um país com uma cultura comunitária muito forte: seja o futebol, o grupo de amigos, o clube. E a internet se tornou um meio que potencializa isso”, diz. Outro elemento que colabora para a afinidade cibernética do povo brasileiro, destaca o especialista, é o fato de o Brasil ser um país ainda jovem em relação àqueles de economia mais madura. “A idade média da população brasileira é de 29 anos. No Estados Unidos, e na Europa, a média já gira em torno dos 40.”

Continuidade da loja física
Embora o comércio eletrônico seja um segmento em franca ascensão, a pesquisa da GS&MD indica que, por um bom tempo, o mercado on-line não ameaça e existência do mercado presencial. “A maioria das pessoas ainda valoriza as lojas, e é nela que faz a maior parte de suas compras.” Um grande desafio do mundo cibernético, segundo ele, é substituir a experiência de se poder ver, tocar e experimentar o produto a ser comprado.
Esse quesito, no entanto, vem perdendo resistência, graças principalmente a avanços tecnológicos que já permitem vários tipos de interatividade on-line, como ver um produto em três dimensões ou simular a prova de uma roupa. Segundo a GS&MD, 66% dos entrevistados informavam em 2009 não fazer compras on-line por falta do contato tátil. Em 2011, essa porcentagem já caiu para 63%.

E-commerce fatura R$ 8,4 bi no 1º semestre

Se em todo ano de 2008 o comércio eletrônico brasileiro movimentou R$ 8,2 bilhões, em 2011, apenas entre os meses de janeiro e junho, o setor faturou R$ 8,4 bilhões. A cifra 24% maior que a registrada no primeiro semestre de 2010 é em boa parte impulsionada pela baixa renda: dos novos consumidores que surgiram na primeira metade do ano, 61% têm renda familiar inferior a R$ 3 mil.

Os dados constam da 24ª edição do relatório WebShopper, realizado pela consultoria e-Bit com apoio da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico e divulgada nesta terça-feira, 16.

Entretanto, o crescimento no primeiro semestre de 2010 havia sido muito maior (40%). O ticket médio também era mais valioso, R$ 370 a R$ 380, contra o de R$ 355 detectado no mesmo período de 2011. Os motivos, segundo Alexandre Umberti, diretor de marketing e produto da e-Bit, foram a Copa da África do Sul e a procura maior à época por itens de maior valor agregado.

Não entram nessas contas sites de compras coletivas, venda de automóveis, passagens aéreas, nem de leilão virtual.

Para o segundo semestre de 2011, o e-Bit calcula faturamento de R$ 10,3 bilhões para o comércio eletrônico no Brasil.

“Temos a expectativa de fechar o ano com uma base de 32 milhões de pessoas que já fizeram pelo menos uma compra online até hoje. O número se torna ainda mais relevante se pensarmos que em apenas dois anos essa base praticamente dobrou de tamanho, já que era 17,6 milhões de e-consumidores em 2009”, declarou Umberti.

Fonte: WebShopper

E-commerce 2011, a hora do serviço

A internet provê um espaço de relacionamento tão rico de informações que coloca em ação um consumidor mais exigente e consciente.

O ano de 2010 foi marcado por grandes mudanças na internet. A escalada dos sites de clubes de compras coletivas confirmou a tendência, cada vez mais evidente, de que o atendimento seguro e de qualidade para os consumidores, ávidos por novidades e facilidades, é o principal desafio do comércio virtual. Com isso, os clubes virtuais podem ser considerados um marco na web ao revolucionar a forma de fazer negócios pela rede e ao ditar um novo hábito de consumo aos internautas: as compras por impulso.

Tais sites vieram confirmar também o potencial da internet como meio de oportunidades. Nunca um empreendedor se imaginou vendendo, em tão pouco tempo, mais de dois mil vouchers de um serviço da sua empresa. A questão é que a nova era da internet trouxe mais do que divulgação. Trouxe, principalmente, grandes desafios aos empresários despreparados para este novo modelo de vendas. Aos trancos e barrancos, apanhados de surpresa e ainda sem a nítida noção de como as promoções funcionam melhor na internet, os empreendedores tiveram que improvisar.

A experiência, para alguns, não foi tão positiva e o que era para significar um retorno de vendas e fidelização de novos clientes teve o efeito contrário. Os órgãos de defesa do consumidor foram inundados por reclamações de atendimentos deficientes a esses consumidores. A fidelização deu lugar a repulsa, em alguns casos. A grande demanda vinda dos sites de compras coletivas acabou causando efeito inverso ao esperado – tudo por falta de preparo dos estabelecimentos.

E para 2011? Estamos em um momento de transição entre a era industrial e a era de prestação de serviços. Isso vem exigindo uma reformulação das empresas para atender a um novo perfil de consumidor. E este consumidor percebe que tem em suas mãos cada vez mais poder sobre o mercado varejista. O que embasa essa realidade é que, hoje, a internet provê um espaço de relacionamento tão rico de informações que coloca em ação um consumidor mais exigente e consciente. E o que ele busca? Empresas autênticas, produtos de qualidade, serviços rápidos e atendimento impecável. Tais exigências justificam a preocupação das empresas de internet em aprimorar seus serviços para que possam sobreviver nesse ambiente de concorrência virtual. E vamos além: acreditamos que a internet fortalecerá cada vez mais o papel do consumidor em ditar as regras do mercado.

Acreditar que o usuário continuará comprando por impulso para descobrir um mau atendimento e uma política predatória entre os sites de compras coletivas é um engano. E pagará caro quem tratar tal assunto com descaso.

A tendência então é de os sites encolherem diante dos problemas enfrentados nessa febre de compras coletivas? Obviamente que não. Tivemos e ainda poderemos ter problemas, mas é preciso reconhecer que o modelo deu certo e caiu no gosto do internauta brasileiro. Por exigência do próprio consumidor, os clubes de compras virtuais deverão aparar arestas e oferecer, cada vez mais, excelência no atendimento.

Por exemplo, os sites mais acessados têm uma regra para aceitar ou não ofertas dos anunciantes. Em um primeiro momento, isso seria oportuno visando manter um nível de qualidade para o cliente do site. No entanto, o que vemos são lojistas altamente capacitados serem rejeitados porque seus produtos e serviços, apesar de interessantes e de qualidade, não geram um nível de resultados extraordinário. O lucro é necessário e importante, mas, mais do que isso, essas empresas que querem anunciar nos sites de compras coletivas deverão provar a autenticidade de seus valores, oferecendo aos usuários diversidade. E, aos lojistas, oportunidades. Portanto, o desafio das empresas neste ano será identificar a potencialidade de seus produtos e serviços e não simplesmente jogar a promoção na rede. Cada vez mais a estratégia da venda online terá que ser inteligente, exigindo muita criatividade e planejamento dos empreendedores.

Os números do e-commerce foram animadores nos últimos anos. Ainda há muito espaço para crescer e os números podem ser ainda melhores. Grande parte dos microempresários ainda não despertou para a importância do estudo estratégico e de um modelo de gestão eficiente para sua loja virtual. Muitos acreditam que basta um software, seja caro ou barato, e investir no Google, para o negócio ser bem-sucedido. Mas não é isso o que acontece na realidade. Muitos empresários estão desistindo do mercado on-line porque compram um sistema e param por aí. A falta de preparo e de conhecimento sobre o mercado on-line reflete-se nos resultados. Ao abrir um “e-commerce” é necessário pensar no cenário macro e num fornecedor eficiente, que, além do sistema, possa ajudar no processo de gestão do negócio.

Outro ponto que merece atenção é a tributação sobre as vendas on-line. O empresário deve se conscientizar de que qualquer venda efetivada por meio da internet também está submetida, como nos negócios físicos, às exigências do Fisco. Nota fiscal, por exemplo, deve ser emitida mesmo nas vendas de baixo valor. O assunto ainda é pouco discutido, mas é quase certo que a Receita Federal terá novidades em relação ao e-commerce.

Exemplo disso é a determinação da Secretaria da Fazenda de São Paulo, que obrigou as empresas paulistas de hospedagem de sites de e-commerce a informar, até o dia 20 de janeiro, os dados de usuários que fizeram vendas maiores do que nove itens de mercadorias, ou R$ 60 mil, em um dos trimestres do ano passado. As empresas que não enviaram as informações poderão ser intimadas a pagar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) não recolhido.

Ou seja, as garras do Leão estão começando a alcançar o comércio eletrônico. Quem não estiver atento às exigências da Receita, que não serão poucas, não sobreviverá nesse mercado. É necessário que as pessoas entendam que o e-commerce está longe de ser um mercado amador. Pelo contrário, ele é um ambiente de muitas oportunidades de negócios e deve ser encarado com tanta importância quanto os negócios físicos tradicionais.

FONTE: PEGN – Editora Globo – Escrito por: Flávio Antônio da Costa Filho é especialista em soluções de internet e diretor da Buy2Joy, empresa especializada em e-commerce.

E-Commerce atinge recorde de US$ 43 bilhões no último trimestre

Após o período de instabilidade em 2009, o E-Commerce vive seu melhor momento nos Estados Unidos, segundo análise divulgada pela ComScore no dia 7 de fevereiro sobre o desempenho do mercado no ano passado. As vendas pela internet atingiram o recorde de US$ 43,4 bilhões somente no último trimestre de 2010, crescimento de 11% em relação ao ano anterior.
A recuperação nas vendas pós-crise deve parte do desempenho positivo ao surgimento e sucesso dos grandes sites de compras coletivas e às páginas que oferecem promoções temporárias (os chamados “flash sale sites”), segundo o estudo. O líder em compras coletivas Groupon registrou mais de 10,7 milhões de visitantes únicos apenas em dezembro, seguido pelo segundo site mais popular, o LivingSocial, que teve 5,7 milhões.
As vendas nos flash sales sites como Gilt.com e Hautelook.com, que oferecem descontos e promoções temporárias em vestuário e acessórios, também direcionou o público para o comércio eletrônico, de acordo com a ComScore.
Além disso, os números relativos a 2010 tiveram grande impulso durante as festas de fim de ano, principalmente em novembro e dezembro, quando houve o registro de recorde de venda de mais de US$ 1 bilhão em apenas um único dia — na Cyber Monday, segunda-feira posterior ao feriado do Thanksgiving, conhecida pelas promoções online.
Entre as categorias com registro de maior crescimento em vendas online, esteve o setor de bens eletrônicos (19%), influenciada pela procura por televisores de tela plana e aparelhos móveis, como smartphones.
Logo atrás, vieram os computadores de baixo preço, netbooks e e-readers também alavancaram as vendas em 17%, seguidos por livros e revistas (16%), flores e presentes (13%) e jóias e relógios (11%).

FONTE: Exame.com