E-commerce fatura R$ 8,4 bi no 1º semestre

Se em todo ano de 2008 o comércio eletrônico brasileiro movimentou R$ 8,2 bilhões, em 2011, apenas entre os meses de janeiro e junho, o setor faturou R$ 8,4 bilhões. A cifra 24% maior que a registrada no primeiro semestre de 2010 é em boa parte impulsionada pela baixa renda: dos novos consumidores que surgiram na primeira metade do ano, 61% têm renda familiar inferior a R$ 3 mil.

Os dados constam da 24ª edição do relatório WebShopper, realizado pela consultoria e-Bit com apoio da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico e divulgada nesta terça-feira, 16.

Entretanto, o crescimento no primeiro semestre de 2010 havia sido muito maior (40%). O ticket médio também era mais valioso, R$ 370 a R$ 380, contra o de R$ 355 detectado no mesmo período de 2011. Os motivos, segundo Alexandre Umberti, diretor de marketing e produto da e-Bit, foram a Copa da África do Sul e a procura maior à época por itens de maior valor agregado.

Não entram nessas contas sites de compras coletivas, venda de automóveis, passagens aéreas, nem de leilão virtual.

Para o segundo semestre de 2011, o e-Bit calcula faturamento de R$ 10,3 bilhões para o comércio eletrônico no Brasil.

“Temos a expectativa de fechar o ano com uma base de 32 milhões de pessoas que já fizeram pelo menos uma compra online até hoje. O número se torna ainda mais relevante se pensarmos que em apenas dois anos essa base praticamente dobrou de tamanho, já que era 17,6 milhões de e-consumidores em 2009”, declarou Umberti.

Fonte: WebShopper

E-commerce 2011, a hora do serviço

A internet provê um espaço de relacionamento tão rico de informações que coloca em ação um consumidor mais exigente e consciente.

O ano de 2010 foi marcado por grandes mudanças na internet. A escalada dos sites de clubes de compras coletivas confirmou a tendência, cada vez mais evidente, de que o atendimento seguro e de qualidade para os consumidores, ávidos por novidades e facilidades, é o principal desafio do comércio virtual. Com isso, os clubes virtuais podem ser considerados um marco na web ao revolucionar a forma de fazer negócios pela rede e ao ditar um novo hábito de consumo aos internautas: as compras por impulso.

Tais sites vieram confirmar também o potencial da internet como meio de oportunidades. Nunca um empreendedor se imaginou vendendo, em tão pouco tempo, mais de dois mil vouchers de um serviço da sua empresa. A questão é que a nova era da internet trouxe mais do que divulgação. Trouxe, principalmente, grandes desafios aos empresários despreparados para este novo modelo de vendas. Aos trancos e barrancos, apanhados de surpresa e ainda sem a nítida noção de como as promoções funcionam melhor na internet, os empreendedores tiveram que improvisar.

A experiência, para alguns, não foi tão positiva e o que era para significar um retorno de vendas e fidelização de novos clientes teve o efeito contrário. Os órgãos de defesa do consumidor foram inundados por reclamações de atendimentos deficientes a esses consumidores. A fidelização deu lugar a repulsa, em alguns casos. A grande demanda vinda dos sites de compras coletivas acabou causando efeito inverso ao esperado – tudo por falta de preparo dos estabelecimentos.

E para 2011? Estamos em um momento de transição entre a era industrial e a era de prestação de serviços. Isso vem exigindo uma reformulação das empresas para atender a um novo perfil de consumidor. E este consumidor percebe que tem em suas mãos cada vez mais poder sobre o mercado varejista. O que embasa essa realidade é que, hoje, a internet provê um espaço de relacionamento tão rico de informações que coloca em ação um consumidor mais exigente e consciente. E o que ele busca? Empresas autênticas, produtos de qualidade, serviços rápidos e atendimento impecável. Tais exigências justificam a preocupação das empresas de internet em aprimorar seus serviços para que possam sobreviver nesse ambiente de concorrência virtual. E vamos além: acreditamos que a internet fortalecerá cada vez mais o papel do consumidor em ditar as regras do mercado.

Acreditar que o usuário continuará comprando por impulso para descobrir um mau atendimento e uma política predatória entre os sites de compras coletivas é um engano. E pagará caro quem tratar tal assunto com descaso.

A tendência então é de os sites encolherem diante dos problemas enfrentados nessa febre de compras coletivas? Obviamente que não. Tivemos e ainda poderemos ter problemas, mas é preciso reconhecer que o modelo deu certo e caiu no gosto do internauta brasileiro. Por exigência do próprio consumidor, os clubes de compras virtuais deverão aparar arestas e oferecer, cada vez mais, excelência no atendimento.

Por exemplo, os sites mais acessados têm uma regra para aceitar ou não ofertas dos anunciantes. Em um primeiro momento, isso seria oportuno visando manter um nível de qualidade para o cliente do site. No entanto, o que vemos são lojistas altamente capacitados serem rejeitados porque seus produtos e serviços, apesar de interessantes e de qualidade, não geram um nível de resultados extraordinário. O lucro é necessário e importante, mas, mais do que isso, essas empresas que querem anunciar nos sites de compras coletivas deverão provar a autenticidade de seus valores, oferecendo aos usuários diversidade. E, aos lojistas, oportunidades. Portanto, o desafio das empresas neste ano será identificar a potencialidade de seus produtos e serviços e não simplesmente jogar a promoção na rede. Cada vez mais a estratégia da venda online terá que ser inteligente, exigindo muita criatividade e planejamento dos empreendedores.

Os números do e-commerce foram animadores nos últimos anos. Ainda há muito espaço para crescer e os números podem ser ainda melhores. Grande parte dos microempresários ainda não despertou para a importância do estudo estratégico e de um modelo de gestão eficiente para sua loja virtual. Muitos acreditam que basta um software, seja caro ou barato, e investir no Google, para o negócio ser bem-sucedido. Mas não é isso o que acontece na realidade. Muitos empresários estão desistindo do mercado on-line porque compram um sistema e param por aí. A falta de preparo e de conhecimento sobre o mercado on-line reflete-se nos resultados. Ao abrir um “e-commerce” é necessário pensar no cenário macro e num fornecedor eficiente, que, além do sistema, possa ajudar no processo de gestão do negócio.

Outro ponto que merece atenção é a tributação sobre as vendas on-line. O empresário deve se conscientizar de que qualquer venda efetivada por meio da internet também está submetida, como nos negócios físicos, às exigências do Fisco. Nota fiscal, por exemplo, deve ser emitida mesmo nas vendas de baixo valor. O assunto ainda é pouco discutido, mas é quase certo que a Receita Federal terá novidades em relação ao e-commerce.

Exemplo disso é a determinação da Secretaria da Fazenda de São Paulo, que obrigou as empresas paulistas de hospedagem de sites de e-commerce a informar, até o dia 20 de janeiro, os dados de usuários que fizeram vendas maiores do que nove itens de mercadorias, ou R$ 60 mil, em um dos trimestres do ano passado. As empresas que não enviaram as informações poderão ser intimadas a pagar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) não recolhido.

Ou seja, as garras do Leão estão começando a alcançar o comércio eletrônico. Quem não estiver atento às exigências da Receita, que não serão poucas, não sobreviverá nesse mercado. É necessário que as pessoas entendam que o e-commerce está longe de ser um mercado amador. Pelo contrário, ele é um ambiente de muitas oportunidades de negócios e deve ser encarado com tanta importância quanto os negócios físicos tradicionais.

FONTE: PEGN – Editora Globo – Escrito por: Flávio Antônio da Costa Filho é especialista em soluções de internet e diretor da Buy2Joy, empresa especializada em e-commerce.

E-Commerce atinge recorde de US$ 43 bilhões no último trimestre

Após o período de instabilidade em 2009, o E-Commerce vive seu melhor momento nos Estados Unidos, segundo análise divulgada pela ComScore no dia 7 de fevereiro sobre o desempenho do mercado no ano passado. As vendas pela internet atingiram o recorde de US$ 43,4 bilhões somente no último trimestre de 2010, crescimento de 11% em relação ao ano anterior.
A recuperação nas vendas pós-crise deve parte do desempenho positivo ao surgimento e sucesso dos grandes sites de compras coletivas e às páginas que oferecem promoções temporárias (os chamados “flash sale sites”), segundo o estudo. O líder em compras coletivas Groupon registrou mais de 10,7 milhões de visitantes únicos apenas em dezembro, seguido pelo segundo site mais popular, o LivingSocial, que teve 5,7 milhões.
As vendas nos flash sales sites como Gilt.com e Hautelook.com, que oferecem descontos e promoções temporárias em vestuário e acessórios, também direcionou o público para o comércio eletrônico, de acordo com a ComScore.
Além disso, os números relativos a 2010 tiveram grande impulso durante as festas de fim de ano, principalmente em novembro e dezembro, quando houve o registro de recorde de venda de mais de US$ 1 bilhão em apenas um único dia — na Cyber Monday, segunda-feira posterior ao feriado do Thanksgiving, conhecida pelas promoções online.
Entre as categorias com registro de maior crescimento em vendas online, esteve o setor de bens eletrônicos (19%), influenciada pela procura por televisores de tela plana e aparelhos móveis, como smartphones.
Logo atrás, vieram os computadores de baixo preço, netbooks e e-readers também alavancaram as vendas em 17%, seguidos por livros e revistas (16%), flores e presentes (13%) e jóias e relógios (11%).

FONTE: Exame.com

Estudo mostra que capacitação e planejamento são fundamentais no E-Commerce

-Que montar uma loja virtual pode ser negócio bom, barato e lucrativo, os micro e pequenos empreendedores já sabem. Afinal, são eles os responsáveis por 98% dos 60 mil sites que realizam vendas no Brasil, segundo dados da Câmara Brasileira do Comércio Eletrônico. Falta a eles investir na profissionalização da atividade, no planejamento, em informação, sistemas e equipamentos.

É o que aponta o relatório preliminar obtido pelo Estado de uma pesquisa quantitativa sobre uso da internet com 12 micro e pequenas empresas dos segmentos de varejo, serviços, moda, informática, eventos e cama, mesa e banho. O estudo é realizado pela professora do programa de mestrado e doutorado da Universidade Nove de Julho (Uninove) Silvia Novaes Zilber.

De acordo com o levantamento, as micro e pequenas empresas têm conseguido resultados positivos no e-commerce, como aumento da lucratividade, maior alcance geográfico, visibilidade e redução dos custos.

No entanto, ainda encontram dificuldades na escolha dos sistemas – considerados caros e ineficientes – no estabelecimento de parcerias e na busca por funcionários qualificados. Também enfrentam obstáculos para obter conhecimento em tecnologia e e-commerce e obter dinheiro para investir na melhoria dos processos. O estudo mostra ainda que as empresas não realizam planejamento formal antes de abrir uma loja online, possuem poucos indicadores sobre resultados na rede e utilizam, para o comércio na web, a mesma estrutura organizacional de outra área de atividade da empresa.

Segundo Silvia, a segunda fase do levantamento, uma pesquisa quantitativa, já está em andamento. “O objetivo é traçar um diagnóstico preciso sobre como as pequenas empresas utilizam o e-commerce e elaborar um modelo de negócio com as melhores práticas”, explica.

Mesmo sem a conclusão do estudo, a pesquisadora já aponta um dos principais motivos pelos quais as pequenas empresas ainda encontram tanta dificuldade para emplacar na rede. “Falta planejamento. A sondagem mostra que as empresas que se planejaram tiveram melhores resultados”, diz Silvia.

Está com dúvidas ou gostaria de maiores informações sobre e-commerce, entre em contato com o setor de marketing da Controplan através do email: marketing@controplan.com.br

FONTE: Blog do E-commerce


Planejamento em E-Commerce (4ª parte)

O empreendedor deve buscar informação na rede e fazer cursos da área

Outro fator que atrapalha o sucesso dos pequenos é a escolha do mix de produtos. “A venda de vários tipos de mercadorias exige um grande sortimento, algo que o pequeno não consegue obter em condição de competir com as grandes empresas “, alerta o coordenador do curso de Marketing Digital da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Marcelo Lobianco. O ideal é que as pequenas invistam em nichos específicos.

Para elaborar um planejamento adequado (veja quadro acima), o empreendedor deve buscar informação na rede e fazer cursos da área. “A internet é uma grande sacada. Com conhecimento, a chance de sucesso é bem grande”, garante o diretor executivo da Câmara Brasileira do Comércio Eletrônico, Gerson Rolim.

Confira tudo que já saiu sobre E-COMMERCE no blog da Controplan.